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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

POEMA À MINHA TERRA



        Minha Terra, meu horizonte,
        Meu livro aberto
        De histórias lindas
        De minha mãe.
        Meu poema, minha aventura,
        Neste deserto
        Sempre à procura
        De ver alguém!

Poema branco, poema branco,
Minha avozinha fiando lã,
Poema branco, poema branco,
Neve caindo pela manhã...

Poema verde, poema verde,
Da cor das pétalas de uma flor,
Poema verde, poema verde,
Saudade imensa do meu amor...

Poema rubro, poema rubro,
Da cor de sangue num mundo incerto,
Poema rubro, poema rubro,
Agitado aos ventos no deserto...

Minha Terra, meu horizonte,
Meu livro aberto
De histórias lindas
De minha mãe.
Meu poema, minha aventura,
Neste deserto
Sempre à procura
De ver alguém!

Frassino Machado
In MENSAGEIRO CANTANTE


terça-feira, 28 de agosto de 2012

ISTO É QUE VAI UMA CRISE!



Sporting, 0 X Rio Ave, 1

Ao Leão com triste sina,
Boa sorte ou má que tenha,
Com tal Ave de rapina
Não há mal que lhe não venha.

Por mais receita ou lição
Que seu mister determina
Não há quem dê solução
Ao Leão com triste sina.

Por vezes até acerta
E o sucesso se desenha
Mas outro azar o aperta
Boa sorte ou má que tenha.

Apesar de grande alarde,
De barrete e de batina,
Logo perde em Alvalade
Com tal Ave de rapina.

Já descobriu a Torcida
Qu´ a equipa não desempenha,
Com este Leão sem saída
Não há mal que lhe não venha.

A Equipa está muito forte
Preparada para a Crise
O que nos falta é a sorte
P´ ra vencer mais um deslize.

Venham todos, quantos são?
Nem se ponham pr´ ai a rir,
Não brinquem com este Leão
Que o Sucesso há-de vir!

Frassino Machado
In GLOSAS & BANDARILHAS

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

POETA VIMARANENSE - Abel da Cunha


                        Cordyline australis
          A UMA FITEIRA

Se pudesse amainava a ventania
que rasga as folhas largas da fiteira.
Plantada junto ao muro resistia
sem se vergar ao tempo altaneira.

Árvore mãe de todos os cansaços!
No tronco aberto, velho e carcomido,
guarda alviões, sacholas e engaços,
e utensílios que não têm servido.

Não morrerá talvez. Já tem rebentos
ao derredor com fitas renascidas.
Crianças dançam nos seus dias lentos
e brincam pela água divertidas.

Ao sol do meio-dia voam pombas
deixando sobre a terra leves sombras.

Abel da Cunha
Site do autor:
E também:

EPIGRAMA AOS POETAS CONTEMPORÂNEOS



- A propósito do papel da Poesia -

1. Ser ou não ser uma Glosa,
Com muita ou pouca rima
Que possa ter preciosa,
Já conquistou a estima.
Mesmo que alguém a deprima
Não deixa por mãos alheias
Ir a todas as aldeias
Levar como concordata
A tarefa imediata
De mexer com as ideias!

2. Ser ou não ser um Soneto,
Com ou sem estilo clássico
Fechando ou não com terceto,
Vem dos idos do jurássico.
Mesmo, por motivo prático,
Ele não sendo ciumento
Torna-se em cada momento
Um éden de emoções
Que arrebata corações
E é porto de sofrimento.

3. Ser ou não ser uma Ode,
Com este ou aquele formato
Que explica como pode,
É um assunto caricato.
Mas para eu não ser chato
Afirmo esta convicção
De que a sublime questão
Que enriquece a poesia
É assumir primazia
Nos poetas de eleição.

4. Quadra popular ou não
Ou um dístico perdido
Fica sempre a tradição
De poesia com sentido.
Já agora, por divertido,
Quanto ao nosso epigrama,
Não façamos nenhum drama:
A Poesia é natural
Se for circunstancial
Em todo e qualquer programa!

Frassino Machado
In RODA VIVA

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O LEÃO ESTUDIOSO

Vitória S. C., 0 X Sporting C. P., 0

Tendo em vista as verdades
De um passado desgostoso
P’ las Novas Oportunidades
O Leão fez-se estudioso.

Não é vergonha nenhuma
E só mostra qualidades
Estudar, limpando a bruma,
Tendo em vista as verdades.

Há que aprender com paixão
Quem quer futuro ditoso
À palmatória dar mão
De um passado desgostoso.

No estádio do Fundador,
Na mais bela das cidades,
Abriu Escola com primor
P´ las Novas Oportunidades.

Com os erros arquivados,
Num processo engenhoso,
Por trejeitos recriados
O Leão fez-se estudioso.

Com broa e verde tinto,
Já vem nos livros de estória,
Foi o truque de Sá Pinto
P´ ra ganhar ao Rui Vitória.

Mas Vitória é sempre Vitória,
Só empatou o aprendiz Leão.
Não basta o ter memória
Há que saber a lição!

Frassino Machado
In MUSA VIAJANTE

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O POETA TROVADOR DE DEUS


PADRE BENJAMIM SALGADO, 1916 – 1978

«O POETA TROVADOR DE DEUS» - Música Sacra e Música Profana

O Padre Benjamim Salgado, nasceu em Joane a 8 de Maio de 1916.
Os primeiros anos da sua vida foram passados com os pais, em Joane, onde frequentou a escola primária local desde 1923 até 1927. É em Joane que, ainda criança, inicia a sua relação com a cultura e a arte, manifestando capacidades inatas para a música e teatro.
Concluída a primeira etapa da sua formação académica ingressa em 1927 no Seminário de Braga. Frequentou o curso de Humanidades, Filosofia e Teologia. Estudou ainda Oratória, na área da música, Harmonia/Composição Musical e em 1938 é ordenado sacerdote.
Dotado de grande humildade e simplicidade, desenvolve um importante conjunto de actividades, que fazem dele uma personalidade querida por todos os que com ele contactaram. Por todo o Minho e não só - nas décadas de 40, 50 e 60 – foi com toda a certeza o maior pregador popular, sempre solicitado para as grandes Festas e Romarias. Ficou célebre a Missa Mariana, intensamente popular, que foi composta expressamente para a inauguração do famoso Santuário do Sameiro, construído em comemoração da Paz do Mundo, logo a seguir à 2.ª Guerra Mundial, e durante as quais cerimónias foi convidado para ser o orador de mérito.
Após ser ordenado sacerdote, desenvolve uma série de actividades entre as quais ligadas à cultura. Compositor e regente de coros, é uma das mais plurifacetadas personalidades bracarenses. Foi, além de pároco e compositor para a liturgia, professor de Canto Gregoriano, História da Música, Piano e Harmónio, no Seminário Conciliar de Braga, director do jornal "Correio do Minho", fundador e director artístico de coros, director geral da Fundação Cupertino de Miranda, director da Casa de Camilo.
Em 1957, assumiu a direcção do Orfeão Famalicense que, com as solicitações dos Encontros de Coros, o levou a dedicar-se às músicas corais sacra e profana. Foi membro da Comissão Bracarense de Música Sacra e colaborou na NRMS, na adesão às mudanças litúrgicas trazidas pelo Concílio Vaticano II.
Em 2 de Janeiro de 1960, torna-se Vereador da Cultura, Viação e Trânsito e mais tarde, assume o lugar de Presidente da Câmara. Entre o leque de actividades que levou a cabo, destaca-se o empenho na renovação da Biblioteca, tendo sido seu director entre 1961 e 1971.
Faleceu a 28 de Janeiro de 1978

Currículo de Actividades e Campo de acção

Pároco de S. Paio de Antas (Esposende) e de Requião (Famalicão)
Professor de Português no Seminário de Nª Sª da Conceição.
Professor no Colégio de Riba d'Ave
Professor de Música no Seminário Conciliar
Membro da Comissão Arquidiocesana de Música Sacra
Fundador e Director do Coro do Centro de Arte e Cultura Popular de Bairro
Fundador e Director do Grupo Coral de Oliveira S. Mateus
Fundador e Director do Orfeão das Fábricas Riopele
Director Artístico do Orfeão Famalicense
Assistente Regional de Braga do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português
Director do Jornal "O Correio do Minho"
Director Cultural da Fundação Cupertino de Miranda
Director Cultural da Casa de Camilo e do Boletim Cultural
Presidente da Assembleia Geral do Grupo Desportivo de Joane
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

Publicações

A Igreja do Divino Salvador de Joane, Apontamentos Para a Sua História
Ed. Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão,1978
Camilo em Datas, Factos e Comentários
Ed. Fundação Cupertino de Miranda, 1972
Milhares de Partituras musicais, em diversas Antologias, quer Sacras como laicais, nomeadamente líricas, com letras pessoais e ou de escritores célebres portugueses.
Destacam-se as suas obras musicais:
Composições Líricas, para piano e Canto-Solo
Rosas e Lírios de Maio
Ave-Maria, com coro e orquestra
Cânticos ao Menino Jesus
Ecce Panis, para canto e orquestra
Glória ao Senhor
Libera me, para vozes e orquestra
Louvores á Mãe de Deus
Missa, para vozes e orquestra
Missa Mariana, para a juventude
Missa de São Pio X
Missa da Requiem, a vozes e orquestra
Te Deum, para vozes e Orquestra

Opinião de quem o conheceu bem:

«O Pe. Benjamim foi uma personalidade encantadora: inteligência brilhante, sensibilidade genuína de artista, vontade forte e sempre ao serviço dos outros. Foi um escritor distinto e jornalista corajoso; compositor musical de suave inspiração e sublime lirismo; foi um professor de alta competência e um orador sagrado da mais elevada estirpe; foi pároco zeloso e, conforme a Escritura, um homem bom, sacerdote humilde e um apóstolo dedicadíssimo a Cristo. No rosto e nos lábios floria-lhe sempre a alegria cristã que comunicava felicidade a todos. Ficará para sempre, lembrado por quantos o conheceram, por quantos o admiraram, por quantos o estremeceram».
- Dr. Rocha Martins, S J.

                    Recolha de Assis Machado, afilhado de baptismo do laureado.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

OLIMPISMO 2012


«Citius, Altius, Fortius»

                                                                       Homenagem aos
Atletas olímpicos

“Ir mais longe, chegar mais alto, ser mais forte”                
É esta a humana ética do Olimpismo,
Na qual o atleta anseia algum protagonismo
Conquistando seus louros, a fama e a Sorte.

Durante meses corre, sobe e alcança mais,
Num incessante rodopiar de concorrência,
Não vira o rosto, luta com toda a insistência
Negando desistir perante os seus rivais.

Como é sublime tudo aquilo qu’ acontece
Naquela hora em que faz jus ao galardão
Pensando estar no Olimpo a sua redenção…

Em cada prélio toda a alma se envaidece
No prazer da conquista qu’ engrandece a vida
Escrevendo uma história agora enriquecida!


Frassino Machado
In RODA VIVA

N. B. Ver os Sites do autor: